“O sonho encheu a noite. Extravasou pro meu dia. Encheu minha vida e é dele que eu vou viver. Porque sonho não morre” (Adélia Prado)

16 de abr. de 2011

Outono - a estação romântica?


É linda essa foto, vocês não acham? Todas essas cores do outono, começando pelo laranja que vai passando suavemente para os vermelhos mais quentes, chega a emocionar... Estou aqui olhando pra ela e pensando que ela deve servir de inspiração para muitos poetas...

Não é verdade.

Estou aqui olhando pra ela e imaginando todas essas folhas em cima do meu telhando entupindo calhas e rufos!
 
Perdoem a minha falta de romantismo, mas é isso que o outono me traz: a água da chuva procurando caminhos pelo meu telhado, e encontrando-o  pelo forro de cedrinho tipo exportação da minha sala de estar. Descobri isso ontem quando uma gota explodiu bem no meio da minha testa enquanto descansava no sofá. Eu olhei para cima e pude imaginar uma lagoa em formação entre o telhado e o forro.

Está na hora de chamar o 'Sr. Quebra-galhos' para limpar o telhado – pensei meio amargurada.

Normalmente não sou tão amarga assim. Talvez seja esses dias chuvosos. Talvez seja os passarinhos que não cantam e os beija-flores que se escondem. Talvez seja porque a beleza fugiu dos meus olhos nesses dias cinzentos...Ou, talvez, as coisas tenham que estar dentro de um contexto para parecerem belas.

Amo morar em meio à natureza e respeito todas as suas manifestações, contudo tenho minhas preferências. O sol, o calor, a primavera, essas fazem a minha cabeça e me dão vontade de cantarolar o dia inteiro. O outono/inverno me deprime e me expõe a situações bizarras de folhas secas versus vento e minha vassoura no meio desse duelo.

Quando eu era adolescente ganhei de presente do meu pai um compacto simples do Roberto Carlos (lembram-se?). De um dos lados daquele disquinho de vinil, tinha a música “Folhas de Outono”. Eu adorava essa musica e vivia cantando:

“As folhas caem
O inverno já chegou
E onde anda
Onde anda o meu amor...”

Ficava toda suspirante imaginando por onde andaria aquele que seria o meu amor...

Nesse exato momento ele está lá fora quase soterrado numa montanha de folhas secas que rastelou do gramado!

Como é engraçada essa vida...

O tempo passa e as coisas vão mudando de cara. Ou será que somos nós que mudamos?... Não é que elas perderderam a importância, a importância é que as perderam...

Às vezes me sinto como alguém que parou de dançar antes da musica acabar.  

14 de mar. de 2011

Desejo


Arte Digital

Ando...
Em estado interessante,
Cheia de desejos...

Desejo a sorte
Que não acredito
Desejo as bênçãos
Que tenho pedido.

Desejo dar a luz
Para o fim do túnel.
E um interruptor que apague
O pessimismo.

Desejos assim, tão pertinentes
Só podem ser de mulher grávida
Daquelas que a espera
Parece não ter fim!

Enquanto espero, continuo
Cheia de desejos...

Espero e desejo
Parir um futuro
Lindo, sorridente...

Ainda que com dores de parto,
Ainda que eu tenha que escoar
Todo o meu sangue incompatível
De mãe de mentirinha.

Desejo,
Convicta de que sou mãe de verdade,
Parir um futuro
Para aquela que eu não pari.

-sueli gallacci

11 de fev. de 2011

Perseverança é o nome dela


O que os pais podem fazer quando um transplante não chega?
Um rim para nossa filha é tudo que pedimos a Deus.


Amigos!

Estou afastada por um tempo vivendo dias difíceis, mas sem jamais perder a fé e a esperança.
Espero estar de volta em breve trazendo boas notícias.
Um beijo carinhoso a todos.

1 de fev. de 2011

Alguém viu minha memória por aí?


Outro dia recebi um email dizendo que o Aspartame causa o Mal de Alzheimer.
Não dei nenhuma importância, visto a quantidade de emails assustadores que eu recebo diariamente. Eu só começo a dar importância às coisas desse tipo quando aparecem no Fantástico. Deletei o tal email e continuei tomando meu cafezinho com 17 gotas de adoçante (não é uma piada, eu tomo adoçante com café).

Mas o que aconteceu comigo logo depois me levou a lembrar do tal email, desta vez com real preocupação: tive um apagão daqueles! Deu branco, branco total! Inexplicável! Constrangedor!

Pensei muito na minha avó paterna que sofria de Alzheimer e, segundo dizem os médicos, é uma doença genética. Minha avó se esqueceu de tudo, até dela mesma. Vivia fugindo de casa e deu um trabalhão danado! Mas ela tinha noventa anos e eu só tenho cinquenta e unsss...

Voltando ao ocorrido, vou descrever exatamente como aconteceu:

Eu estava no estacionamento do hipermercado quando uma moça morena e sorridente caminhava saltitante em minha direção. Ela carregava sacolas, logo presumi que estava de saída e eu acabara de chegar, ainda descendo do carro. Pelo sorriso largo que ela exibia dava pra notar que ficou feliz em me ver ali. Eu ainda olhei para os lados para me certificar se todo aquele entusiasmo era mesmo comigo. E era. O rosto era familiar, isso percebi logo de inicio, mas quem era ela? De onde nos conhecíamos?

Na medida que ela caminhava em minha direção, fiz um esforço descomunal para tentar me lembrar. Lembrar do nome, então, seria o mesmo que pedir por um milagre!

Ela aproximou-se esfuziante e, beijinho pra cá, beijinho pra lá, nossa intimidade era evidente:
- Nooooossa que bom te encontrar por aqui, já estava com saudade.
- Eu também – menti.

A atitude dela me desarmou completamente: se a gente não faz a pergunta “de onde mesmo que nos conhecemos?” logo no início, não fazemos nunca mais.

- Ainda ontem eu e a Marisa falamos tanto de você...

Deus meu, quem é a Marisa? Mais uma personagem entrava na história para agravar ainda mais a minha angústia.

- É mesmo? – perguntei ao acaso E por falar nela, como ela está? – espertinha eu, agora sim, vinha uma pista...
- Está ótima! – morreu o assunto. Sai de cena a Marisa.

Eu já começava a suar por todos os poros e levar aquela conversa adiante era coisa pra mestre do improviso. Eu iniciava as frases com as palavras: viu... sabe... olha... então..., tudo em substituição do nome dela.

Conversa vai, conversa vem, e a dado momento eu não estava mais ali, minha mente viajava vertiginosamente entre o presente e o passado: talvez ela seja uma antiga aluna de pintura, daquelas que já decorou a casa e sumiu... Não, não pode ser, a costumeira frase “preciso voltar às aulas” nem rolou na conversa... Ou, quem sabe, ela é uma daquelas diaristas extras que eu chamo de vez em quando... Mas com essas unhas impecáveis? Duvido! Quem já faxinou a minha casa fica com as unhas destruídas pro resto da vida!... Além do mais, ela parece gostar de mim...

A situação começava a ficar insustentável. Pra mim, pois ela parecia não notar nada e continuava falando, falando... E eu saindo, saindo... pela tangente.

Na primeira brecha pedi desculpas e disse que estava com um pouco de pressa. Despedimos-nos e ela ainda me disse: “me liga se for mudar de horário”.

HORÁRIO – Essa palavra ficou martelando na minha cabeça.

Como sempre faço, comecei pelo setor de hortifrutigranjeiros, mas não conseguia me concentrar nas compras. Toda vez é assim: quando esqueço algo, a coisa não sai da minha cabeça, perco a paz e penso naquilo dia e noite!

Não posso esquecer do alho... Mudar de horário, que horário?!... Noooooossa como a vagem tá cara, será que tá em extinção?... Seria o horário de alguma consulta médica?... Me recuso a pagar por esses tomates atropelados... Será que ela é a mocinha da recepção de algum consultório médico?... Não tem ovos brancos?Na boa, sem preconceito, mas se a galinha não for branca eu tenho nojo... Será que eu já tô tratando do meu Alzheimer e me esqueci?... Olha o preço desses pimentões, devem estar vermelhos de vergonha... Quando chegar em casa vou olhar na agendinha se tenho consulta marcada com algum psiquiatra... Onde eles colheram essa alface, na lata do lixo?... E se eu esquecer de olhar na agendinha?...

A caminho de casa eu ainda pensava na tal moça. Repassei mentalmente dezenas de vezes a nossa conversa. Talvez eu tivesse perdido algum detalhe.

Talvez ela nem exista... Talvez ela seja apenas uma invenção da minha cabeça, um tipo de personagem imaginário dentro da minha loucura... Talvez não seja Alzheimer, talvez seja esquizofrenia... Talvez eu estivesse mesmo doente. Talvez não. Talvez eu sempre fui assim, eu é que não sei... Dizem que quem não é normal não sabe que não é... Mas eu já perguntei pra minha mãe e ela jura que eu sou... normal...

Quando estacionei na garagem de casa, minha filha caçula apontou na porta e perguntou:

- Lembrou de comprar a acetona que te pedi?

- LEMBREI!!! – gritei eufórica.

- Da acetona?

- Não, lembrei DELA!

- Dela, quem?

- Da minha manicure.

Em seguida peguei minha agendinha e fui direto para o telefone:

- É do consultório do Dr. Daniel? Eu quero marcar uma consulta. Urgente!

- A senhora ligou errado.

12 de jan. de 2011

É proibido proibir


Quem de vocês moram em condomínio?... Eu moro.
É bom, não é mesmo?... Segurança nota dez, vivemos cercados de pessoas do mesmo nível cultural/sócio/econômico e não nos sentimos um peixe fora d’água.Tudo parece perfeito...
Mas nem tanto!

Todos nós, quando decidimos ir morar em um condomínio, seja ele vertical ou horizontal, devemos estar cientes que vamos dividir espaços. E dividir espaços com um bando de gente desconhecida não é fácil. As opiniões divergem, é um bate-boca sem fim, e, se por ventura, você não pôde comparecer àquela assembléia extraordinária, os que compareceram decidirão por você.
E não adianta reclamar depois.

Foi isso que aconteceu aqui no condomínio onde eu moro. Eu até me considero uma pessoa tolerante, me relaciono bem com meus vizinhos e não saio por aí comprando briga por qualquer motivo banal. Ando mais na fase de plantar a paz entre os homens.

Até entro numa enrascada ou outra, mas nada que não se possa contornar sem prejuízos mútuos. E prejuízo, aquele bem literal ($$$$$$) é coisa séria, ninguém gosta de se sentir lesado, enganado, passar por idiota. É desse prejuízo que quero falar.

Tá na moda aqui por essas bandas a tal da multa: multa do lixo, multa do jardim mal cuidado, multa do carro estacionado na calçada, e por aí vai... Todo mundo sabe (mas finge que não sabe) que isso nada mais é do que uma manobra que arranjaram para angariar fundos e tapar o rombo da administração anterior.

Eu, de minha parte, seguia fingindo também, até porque não compareci a tal assembléia da multa. Decidimos, meu marido e eu, que não participaríamos mais das assembléias onde ninguém se entende, e que se tivéssemos que brigar, que seria na justiça. Mas tudo tem um limite. Até a minha paciência.

Poucos dias depois da tal assembléia eles distribuíram placas por toda parte, de fato não conseguimos andar cem metros sem tropeçar numa delas. E todas começam com a palavra “proibido” e finalizam com a frase “sob pena de ser multado”.
A mais engraçada é a placa de "proibido alimentar os animais silvestres"... Vai dizer isso aos macacos!
Ou, ensinem eles a ler.

Outro dia recebi a multa do cão solto. Entre outras baboseiras, estava escrito: “... por colocar em situação de risco a vida dos condôminos e teretetê, teretetê, teretetê”... e lá embaixo, em negrito, o valor da multa: R$98,00.

Ah, sim, foi o Bernardo – o meu cão – que fugiu para dar uma voltinha. E eu pergunto: qual o risco? Ele só pesa 1,300kg!!!

Já fui multada algumas vezes por excesso de velocidade, mas devo esclarecer que concordo com o limite imposto que é de 30km/h. O que eu não concordo é com o nosso radar: o olhômetro do "severino" fofoqueiro da segurança. O que ele quer é ver o circo pegar fogo!

Piadas à parte, a multa do cão solto esgotou a minha paciência e resolvi me vingar. Só tinha que esperar o momento certo. Ele veio mais rápido do que eu imaginava.

Minha casa é a última de uma rua sem saída, depois tem uma área de reserva de mata que se estende até o final da rua onde há um retorno. Mas quem retorna lá no final da rua? Ninguém! Todos acham penoso andar mais alguns metros e retornam aqui mesmo, na entrada da minha garagem, esmagando meu gramado. Os mais barbeiros destroem meu jardim.

Eu vinha tolerando isso calada desde que moro aqui, até que no mês passado um caminhão basculante carregado até os tufos despejou uma avalanche de terra no meu jardim, sufocando minhas Marias-sem-vergonha.

Claro, tomei as dores delas, mas tive uma atitude descente: fiz uma reclamação por escrito à administração e dias depois recebi um email frio, impessoal, cheio de formalidade como resposta. Em outras palavras sugeriram que “eu me entendesse com a empresa que cometeu a infração”.

Meu primeiro impulso foi responder que “a empresa” se resume ao motorista do caminhão, e só! Mas me contive. Mandei fazer a minha placa particular e plantei bem fundo no meu jardim: PROIBIDO RETORNAR NESSE LOCAL – SOB PENA DE LEVAR UM TIRO.

Não deu outra: Fui multada!
Motivo: Ameaça aos condôminos.

Pelo menos mandei o meu recado.

29 de dez. de 2010

...e assim caminha a humanidade.


Eu havia decidido que não escreveria nada sobre o Ano Novo que se aproxima e nem sobre o Ano Velho que agoniza.

Entretanto, lendo alguns textos nos blogs dos amigos, sobre essa tradição de celebrarmos cheios de esperança e otimismo a cada novo ano que se aproxima, me fez pensar no assunto. A minha opinião sobre isso é que tudo não passa de mudança de calendário, apenas. E eu, como todos da humanidade, teremos em 2011 dias bons e dias ruins, faz parte da vida. Dessa vida.

Nada, ou quase nada vai mudar a partir do dia primeiro, a não ser o fato de que todos nós nos lembraremos de desejar felicidades eternas uns aos outros, e desejamos mesmo, de coração, que todos sejam felizes!

Felicidade!

Essa palavrinha tão batida é tudo que queremos e procuramos, mesmo antes de aprendermos a juntar as letrinhas e escrevê-la. Mas será que estamos procurando no lugar certo? Tantas verdades foram nos ensinadas para encontrá-la, mas que na realidade não seguimos. Procuramos por ela por conta própria, como seres autômos, andando pela vida sempre senhores do nosso próprio destino, e até nos orgulhamos da nossa autossuficiência.

E nesse processo, enquanto corremos atrás da felicidade, sacrificamos nossas vidas, pessoas, animais, plantas e o próprio meio ambiente. Sacrificamos o planeta que é o nosso único lar.

É isso aí, somos a raça humana, a perfeita criação de Deus! E como somos espertos!... Diplomados em dar um jeitinho nas nossas cagadas.

Andei pesquisando se existe a tal receita da verdadeira felicidade e descobri coisas interessantes. Descobri, por exemplo, que todos nós seriamos mais felizes se praticássemos a compaixão. E que se promovermos o bem apenas para nós mesmos, esquecendo-nos dos demais, estaremos contribuindo para acentuar o desequilíbrio da grande engrenagem do universo. Para que fosse possível a ocorrência da felicidade, esta deveria abranger todos os seres, quando então, não haveria qualquer tipo de desequilíbrio ou desarmonia.

Descobri também a diferença entre compaixão e sentir pena de alguém.

Sentir pena de alguém significa que nos sentimos numa condição melhor, e às vezes estamos mesmo, materialmente falando. Apenas materialmente, pois somos todos vulneráveis às tragédias, doenças e infortúnios. Não acontece somente com os nossos vizinhos.

Ter compaixão, no entanto, é uma doação de amor incondicional para que o outro consiga superar suas dificuldades. A compaixão exige que nos coloquemos no lugar daquele que está sofrendo. Exige que estejamos presentes, que sejamos atuantes, que nos posicionemos. Exige, enfim, a nossa disponibilidade para ofertar algo de nós mesmo, para que o problema em questão se resolva e aquele ser envolvido possa finalmente sair daquela situação. É cuidar para que o outro possa levantar-se e caminhar.

Será que algum de nós está disposto a sair do seu comodismo, a abrir mão do seu compromisso, a adiar uma viagem, um passeio em prol de algum sofredor? É provável que não. Mas como somos bonzinhos, sentimos pena. Somos capazes de nos comover com o sofrimento do outro, porém, o mundo não precisa de nossas lágrimas.

O que o sofredor precisa é da empatia e da nossa profunda compreensão e consequente comunhão com o sofrimento dele.

Jesus, o homem sem pecados, nos ensinou a lição de casa. Ele consolou os desconsolados, deu de comer aos famintos, curou os doentes, ressuscitou os mortos, e fez muito mais, nos deu genuína esperança para o futuro. É verdade que ele tinha que provar para aquele povo suas verdadeiras credenciais como o filho do Deus Altíssimo, mas sua principal motivação foi a compaixão que ele sentia.

Ok, não estamos com essa bola toda, mas cá entre nós, não fazemos nem o que está ao nosso alcance!E o lado triste de tudo isso é que podemos. Fomos criados à imgem e semelhança de Deus no sentido de que possuímos muitas qualidades que desconhecemos porque não as exercitamos.

O mesmo Homem que nunca pecou, disse em outras palavras: "Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em seu próprio íntimo. Nada lhe posso dar a não ser a verdade, a oportunidade, o impulso, a chave e a vida"

Que Deus tenha piedade de nós em 2011.

17 de dez. de 2010

2 de dez. de 2010

PARA OS AMIGOS BLOGUEIROS





A culpa é dele!!!

Com frequência tenho lido textos nos blogs sobre o comportamento dos blogueiros na blogosfera.
 
Resolvi escrever sobre o assunto, mas não no formato dos demais, e sim para falar de mim, de como o meu comportamento pode estar sendo mal interpretado.
 
Não preparei nada com antecedência, agora são 12h31min dessa quinta-feira e eu sentei aqui já mandando bala, sem rodeios, e de coração aberto.
 
Digo com toda sinceridade que me é peculiar que gostaria imensamente de poder visitar, ler e comentar todos os blogs que me agradam, e são muuuuuuuuitos! Mas isso não é possível. Não da maneira que eu gosto, me falta tempo.
 
O TEMPO MALDITO!
 
Estou começando a achar que esse “fulano” é meu inimigo e se faz mais curto só para me sacanear. É claro que se for para eu entrar num blog e não ler nada, ou ler o início e pular para o fim, e depois, deixar um breve comentário bem basiquinho, tudo mudaria. Mas definitivamente não é isso que eu quero!
 
Às vezes, meu tempo é tão curto que tenho que escolher entre ler e comentar. Decido ler e deixar o comentário para depois. Óbvio, 5 segundos depois que eu fecho a página, já esqueci.
 
Nunca fui boa com esse negócio de administrar o tempo e acho que é um pouco tarde para eu aprender, mas continuo tentando. Sem resultado, naturalmente, pois vivo atrasada, enrolada e volta e meia me metendo em confusão por conta disso.  Eu já perguntei para minha mãe se eu nasci atrasada, mas ela jura que não rsrs.
 
Mas apesar de tudo, não sou pessoa de desistir facilmente de um objetivo e tentei mais uma vez administrar meu tempo e estipulei “um tempo” para blogar.Decidi que dedicaria dois dias seguidos para postar, visitar os blogs dos amigos, ler tudinho de cabo a rabo e comentar. Isso aconteceria entre o término de um trabalho e o começo de outro, sem dias fixos. Assim, enquanto estivesse pintando, todos os meus 2 neurônios ficariam aprisionados com direito a um curto passeio entre a paleta e a tela hehehe.
 
Como toda ideia mirabolante que eu tenho, essa também não foi uma boa ideia. Vou explicar de um jeito curto e grosso: ficou parecendo que eu só comento os blogs dos amigos quando eu posto alguma coisa e quero comentários. Ficou parecendo, mas não foi minha intenção. Não mesmo! 
Isso ficou evidente quando alguns amigos sumiram do meu blog. Pode não parecer, mas eu sou uma pessoa muito ocupada, viu... rsrs. Essa história de que todo artista é meio vagabundo é puro folclore rsrs. E eu nem poderia escrever essa palavra (vagabundo) no feminino hahaha.
 
Meus amigos blogueiros me deem um desconto, me xinguem, escrevam uns adjetivos esculachativos, mas voltem...