“O sonho encheu a noite. Extravasou pro meu dia. Encheu minha vida e é dele que eu vou viver. Porque sonho não morre” (Adélia Prado)

8 de nov de 2012

Nasceu Rafael!!!... Meu segundo netinho!

LINDOOOOO...

FORTE...

SAUDÁVEL!

Os vovôs corujas na maternidade não poderiam ficar de fora dessa postagem rsrs.
Reparem na cara de exausto do vovô... rsrs

O Primeiro colinho da vovó... Já era de madrugada! Mas valeu a pena cada segundo! A espera foi angustiante, a chegada emocionante... Dias de muita doçura estou vivendo!

*Amigos queridos! Perdoem-me pela ausência. Logo estarei de volta. A blogueira agora não tem tempo pra mais nada! Ser vovó 'fresca' me consome muito tempo... rsrs

Meu carinho.
sg


4 de out de 2012

Felicidade ao alcance de todos?




Ao que tudo indica, ela é facinha, facinha de encontrar. Essa tal felicidade.

Quando leio meus emails, entro nas redes sociais, vejo diariamente pessoas bem intencionadas me indicando o caminho. Não tem erro, é só seguir os conselhos, que mais parecem setas vermelhas apontando a direção.  Tão pertinho de mim ela parece estar, que me sinto uma idiota por não vê-la. Pelo menos da maneira que a descrevem.

O que vejo, entretanto, e quase sempre na sequência, são rostos de mães desesperadas procurando pelos seus filhos desaparecidos: ‘Se fosse seu filho você se importaria’ - essa é a mensagem forte e verdadeira que se segue.

Vejo a cara repugnante de algum delinquente que dilacerou um animal ainda em vida por pura diversão. Vejo o bêbado que afogou suas mágoas e botou um ponto final na possível felicidade de uma família inteira! Vejo a luta dos professores por melhores salários. Vejo o desabafo sofrido de gente indignada com a falta de moral e ética dos políticos brasileiros.

Então, é inevitável a pergunta: será mesmo que eu conseguiria beber de tanta felicidade no meio desse lamaçal?... Será que me sentiria confortável com tanto privilégio?

Não, não sou pessimista. Quem me conhece sabe disso. Sabe que me esforço num exercício diário de otimismo.  Não gosto de ver desgraças nos noticiários sensacionalistas, basta-me saber que elas existem para me situar no meu tempo. Evito tudo que venha a roubar minhas três aliadas: a fé, a esperança e a alegria.

Mas a alegria que sinto difere em muito da felicidade que tentam me vender. Ela tem começo e tem fim. E recomeço... Tem grau de intensidade e se intercala com apreensões, medos, anseios, frustrações e revoltas. Tem motivos reais e não brota de delírios. Minha alegria é como a mim mesma: tem os pés bem plantados no chão. Tem consciência (e presciência) de que dias piores virão. E é bom que seja assim, até pela sua própria sobrevivência. O que seria de uma alegriazinha momentânea diante de uma felicidade eterna?... Nem se faria notar!

Minha alegria é feita sobmedida pra mim. Não é do tipo que explode o peito, mas acaricia.

Portanto, de nada me vale essa oferta da Felicidade Maiúscula, que apesar de atraente, não me convence. Não posso comprá-la, pois ainda não tenho a moeda de troca. E eu duvido que alguém tenha. Não compro essa ideia, e nem me deixo iludir por ela e sabem por quê? Ela simplesmente não está disponível ainda. Por enquanto é tão somente uma promessa vindoura... Que mania que esse povo tem de apressar as coisas!

20 de set de 2012

RESPOSTAS



Me perguntaram
Por que nunca coloco datas nos meus poemas.

A reposta:

Na verdade,
Não quero saber dos meus versos
Fazendo morada em nenhum calendário.

Datá-los é decretar o seu fim.

Como posso,
Se as histórias se repetem
Dentro de mim?

Quero os meus versos atemporais,
Ligeiros e inconstantes.
Capazes de viajar
Por uma década num instante!

Há tanto passado presente
E nenhum futuro previsto.

Perde-se a rota,

O Juízo,
A vergonha,
A compostura,
A retidão.

Tudo pode acontecer
No compasso da dança...

Sem música
Sem eira
Nem beira
De esperança.

Escrevo memórias no presente
Quando o futuro
É só um sussurro debochado
Do tempo...

Ah, o tempo...
Esse fabricador de passado.
Como é eficiente esse operário!
Fabrica-a-dor numa linha de montagem.

- Pois, então, tens medo da morte?!
Me perguntaram.

Medo, não tenho,
Eu tenho é raiva dessa senhora!
Atrevida!
Intrometida!
Vai me despertar do sonho antes da hora.

-sueli gallacci

11 de set de 2012

Louca por eles




Confesso que sou louca por sapatos, mas qual mulher não é?... Se há entre vocês alguma que não é que atire o primeiro scarpin. hehehe

Semana passada decidi organizar o meu closet pra ganhar mais espaço. Uma coisa surpreendente me aconteceu: passei a acreditar em vidas passadas. Sim, eu fui uma centopeia na outra encadernação!

Gennnnnnnnte, pra que tantos sapatos se só tenho 2 pés? Que neura é essa que me impede de parar de comprá-los?... A coisa é meio doida, não resisto à tentação de poder dar aquela cruzada de pernas e exibir uma sola novinha em folha.  E lustrosa. Aquele brilho e aquele cheirinho, hummm...  

Mas, voltando ao closet, depois de esvaziar a sapateira, eu puxei um banquinho, sentei-me, cruzei os braços e fiquei olhando para aquela montanha colorida, agora emergindo do chão. Concluí que essa era uma boa oportunidade para eu exercitar meu desapego à bens materiais e botar fora uns 20 pares.

...15... 10... 5, vai, esse é um bom número.

Minha filha, que não herdou de mim esse apego inútil por certas coisas, vive me dizendo: ‘o que você não usou durante 1 ano, não vai usar mais’.

Com isso em mente e cheia de coragem, peguei o primeiro par: uma sandália preta chiquetérrrrima, salto agulha e um passante furta-cor estonteante... Aaaaa essa não posso, usei na primeira formatura da Nic... foi um dia tão especial... Peguei o segundo: um scarpin vermelho... Poxa, esse é uma celebridade, retratei-o numa tela...

Guardei o vermelhinho, peguei um tamanco Anabela com uma plataforma tipo prédio de 5 andares, e botei no saco de lixo. Não que eu fosse jogar no lixo, era só um meio de transporte até a lavanderia. De lá seriam todos doados.

Um segundo depois, enfiei a mão no saco e depositei-o de volta à prateleira. Não me julguem antes de ouvirem os meus argumentos:

Sabe aqueles dias que você necessita estar mais alta, mas sem condições físicas pra encarar um salto 12?... Pois é, eu também sei. Por isso poupei meu tamancão.

O próximo foi um Jorge Alex, esplendoroso, todo fechadão com um zíper lateral. Verde. Mas, não um verde qualquer, um verde que passeia entre a bandeira e o abacate. Eu usei-o no teatro, na estreia de uma peça que não lembro o nome. E nem os atores. Depois usei no... na... Não importa, o que importa é que li numa revista que sapatos verdes voltarão à moda logo, logo... Vai voltar pra prateleira seu lindo!

Depois de reviver muitas festas, datas, danças, viagens, etecetera e tal, cheguei num Chanelzinho de camurça. Pretinho, basiquinho, salto 10 e cafoninha... Bem que eu poderia guardar só esse pra recordar aquela festa de casamento do...da... Isso foi quando mesmo?... Final da década de 80?... ou já era 90?...

Sempre fui péssima com datas. Acho que é por isso que guardo coisas como emblemas de momentos que pontuaram a minha vida. Guardo alguns sapatos antigos porque neles estão impressos os passos de minhas trajetórias... Nooosaaaaa, que lindo isso que acabei de escrever!!

Pena não ser verdade. A verdade é que sou mesmo louca por eles.

Horas depois dei por encerrada minha tarefa no closet. Levei para a lixeira um par de sandálias Havaianas com uma correia preta e outra azul. E não se fala mais nisso!