“O sonho encheu a noite. Extravasou pro meu dia. Encheu minha vida e é dele que eu vou viver. Porque sonho não morre” (Adélia Prado)

24 de out de 2010

O "bom" da feijoada



Antes de tudo, quero agradecer imensamente a todos os amigos que comentaram nos dois últimos artigos que postei!

Foi bom demais poder notar que os comentários partiram de pessoas que realmente leram. Agradeço, também, os e-mails prá lá de especiais que recebi. (houve dois nada especiais rsrs). Fiquei imensamente feliz e aliviada ao mesmo tempo com o tipo de sentimento que despertei na maioria dos leitores.

De início, confesso que fiquei um pouco receosa em abordar um tema tão profundo como esse. Sei que quando falamos em Deus com as pessoas, e ainda por cima, o colocamos no centro de tudo na qualidade de Criador, é impossível agradar a gregos e troianos – mesmo dentre aqueles que afirmam acreditar Nele. E como era de se esperar, foi isso que aconteceu. Mas com uma ínfima minoria, felizmente. Além do mais, corre-se frequentemente o risco de sermos mal interpretados, ou tachados de pregadores chatos, ou ainda, fanáticos.

Não é o meu caso, não sou fanática, nem mesmo uma pessoa religiosa, eu sou. E também, não frequento e nem levanto nenhuma bandeira dessa ou daquela igreja.
Lembro ainda, que um dos sinônimos da palavra “pregar”, é “abordar”. Nesse sentido, todos pregamos, quase sem exceções.

Gosto de escrever sobre bobagens que tornam a vida mais leve, mas também gosto de escrever sobre temas fundamentais que são frutos de muita pesquisa. Há quem afirme que são temas polêmicos e isso já é uma polêmica por si só, pois as opiniões divergem muito quanto a isso. Encaro temas reflexivos como algo saudável, e nesse caso, por que haveria eu de deixá-los de fora?

Um dos e-mails que recebi, foi de um amigo muito especial com o qual venho me correspondendo. Nem mesmo sei se ele pode avaliar a alegria que senti ao ler as suas palavras! Ele escreveu em parte: “Em relação aos (seus) posts a minha opinião sincera é que podem ajudar pessoas sinceras de mente aberta e com ausência de preconceito a avaliar os assuntos sob um outro prisma.”

Sua opinião sincera me levou a concluir que, mesmo de uma maneira inconsciente, escrevi aquelas matérias endereçadas à pessoas especiais. E de pessoas especiais, como escreveu certa amiga, a blogosfera tá assim ó.

Mas tem aquelas “não tão especiais ”. É sobre essas pessoas que eu quero falar agora.

Por muitos anos tenho aqui em casa uma “secretária” que não deixa meus dias se tornarem monótonos. Eu adoro suas histórias repletas de amenidades, mas que nas entrelinhas, sempre trazem um fundo de verdade. Como sou uma pessoa reflexiva, e isso não tenho como evitar, não deixo passar NADA em brancas nuvens.

Volta e meia ela me dizia bem assim mesmo: Sabe, Dona Sueli, eu odeio gente que ‘se acha’.

Outro dia, porém, eu perguntei-lhe: E o que é ‘gente que se acha’?

A resposta foi inusitada: É gente que se acha o paio da feijoada. rsrs

Imediatamente me lembrei de uma amiga do meu tempo de colégio: essa certamente se acha o paio de todas as feijoadas do mundo! Eu já tinha ouvido não sei onde uma frase bem parecida: “Se eu não posso ser o paio, o feijão também não quero ser”rsrs.

Mas a explicação tão peculiar da parte dela me fez entender que ela falava de arrogância.

A definição para arrogante, segundo alguns dicionários, é: soberbo, altivo, orgulhoso, insolente e pretensioso – características próprias de pessoas que se julgam melhores em tudo e nos olham sempre de cima, numa posição de superioridade. Elas simplesmente não conseguem enxergar nos outros qualidades como a inteligência, o conhecimento, a sabedoria... E se alguém demonstra essas qualidades ao expor suas idéias, já é uma ofensa. A hipotética possibilidade de penetrar nas idéias alheias, então, é um cavalo de batalha.

Mas é bom não confundir arrogância com determinação.

É interessante notar que no dicionário da língua portuguesa, a palavra “determinação” tem como um dos sinônimos a palavra “coragem”. Uma pessoa corajosa jamais irá encarar uma mudança de idéia como fraqueza ou falta de inteligência, e às vezes pode ser um acerto e não um engano.

É claro que existem critérios rígidos a serem seguidos para mudarmos nosso conceito sobre esse ou aquele assunto importante. E quanto mais importante for, mais cuidadosos devemos ser. Há de se fazer cautelosa investigação fundamentada através da lógica – e saber fazer comparações. Além de seres pensantes, somos dotados de muita sensibilidade. Basear nossos conceitos em fatos incontestáveis, e não em teorias, pode ser fundamental na maneira como vamos conduzir as nossas vidas – tão passageiras.

Mas a determinação tem que vir junto com a humildade e nunca numa parceria com a arrogância. Só assim poderemos manter nossa mente aberta e ter um “coração inclinado” a fazer ajustes na nossa maneira de pensar, se for o caso. Foi exatamente isso que aconteceu comigo: fiz ajustes significativos na minha maneira de pensar que foi muito além de uma mudança de opinião banal como acontece corriqueiramente.

Quero deixar claro aqui que sou totalmente a favor da liberdade de expressão. A pluralidade de opiniões é que nos fornece a matéria prima suficiente para uma avaliação se estamos, ou não, no caminho certo. Entretanto, a tal da arrogância tem que estar fora desse quadro. No lugar dela devemos colocar a “peneira” – e usá-la com sabedoria. Do contrário, não há pluralidade que dê jeito. Não há esforços que valha a pena, por mais bem intencionados que sejamos. Por que tem a questão do preconceito com aqueles que pensam de maneira diferente.

O arrogante não tolera pessoas que pensam diferente dele, e quer contestar a qualquer preço, mesmo que isso contrarie os fatos. Ele coloca no automático e segue em frente e passa por cima da reflexão. Não estou falando em impor opiniões, falo em propô-las e abrir um leque saudável para debates construtivos; e de preferência, que sejam em alto nível. Podemos perfeitamente tratar tudo como uma feijoada light – como a que tenho feito para o meu marido com problemas cardíacos, onde o paio fica de fora... Porém... pessoas que se acham “o paio” da feijoada dificilmente irão aprender a ouvir “as batidas do coração” dos seus semelhantes e entendê-las. Agem como se estivessem ouvindo uma música em idioma desconhecido: faz “cócegas aos ouvidos”, mas não a compreende.

Ouvir, nesse sentido que eu coloco, não significa de maneira nenhuma, aceitar: significa simplesmente ser “o feijão”.

Acho que agora eu estou falando de respeito. Mas não há mais respeito quando tudo se torna tão competitivo como uma espécie de queda de braços. Isso pode resultar numa batalha onde só há perdedores.

A “minha feijoada” não é um prato que se come frio como a vingança. É um prato que se come quente, como aqueles que a gente sabedoria nas noites frias de inferno: aqueles que aquecem até a alma. Pelo menos é isso que penso oferecer com minhas “escrivinhações”.

E, principalmente, gosto de saber que os amigos não se sintam obrigados a comentar os meus posts. Da mesma forma que eu não me sinto em comentar os deles. Se comento, é por que gostei muito ou tenho algo de bom a dizer. Caso contrário, não comento e saio como se nada tivesse acontecido. Às vezes extrapolo nas piadas, mas esta sou eu – transparente e verdadeira.

É com muita transparência que compartilho das minhas idéias com vocês.
Mas eu posso estar redondamente enganada, e se estiver, eu vou acabar descobrindo. Afinal, me considero o feijão e não o paio.

15 de out de 2010

A CIÊNCIA - VERDADES E MENTIRAS


É bastante comum encontrarmos em livros e enciclopédias essa ilustração com varias criaturas em sequência representando a evolução do homem, começando com uma figura mais encurvada e terminando com uma mais ereta representando o homem moderno.

Essas representações, acompanhadas de reportagens sensacionalistas sobre a descoberta de supostos “elos perdidos”, dão a impressão de que há muitas provas de que o homem evoluiu de criaturas simiescas.Também nas escolas, a teoria da evolução das espécies é amplamente ensinada aos alunos como um fato cientificamente provado. Será que essas afirmações se baseiam em provas concretas? 

NÃO!  

O pesquisador Gyula Gyenis (*) do Departamento de Antropologia Biológica da Universidade Eötvös Loránd, Hungria, afirma: “Os indícios fósseis colhidos até agora não nos permitem saber exatamente quando, onde ou como o homem evoluiu de criaturas simiescas”. (Acta Biologica Szegediensis, volume 46/1-2, pp. 57,59)  

Com frequência a mídia anuncia a descoberta de um novo “elo perdido”. Por exemplo, em 2009, um fóssil que foi chamado de Ida recebeu atenção digna de uma “estrela de rock”, de acordo com certa revista. A publicação incluía esta manchete do jornal britânico The Guardian: “Fóssil Ida: descoberta extraordinária de um “elo perdido” da evolução humana”. ( The Guardian, London - 19 de maio de 2009). No entanto, apenas alguns dias depois, a revista científica britânica New Scientist, disse: “Ida não é um “elo perdido” da evolução humana” (New Scientist 30 de maio de 2009).

Por que cada nova descoberta de um “elo perdido” recebe ampla atenção da mídia, ao passo que quando esse fóssil é removido da “árvore genealógica” isso raramente é mencionado?

Robin Derricourt da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, responde essa pergunta: “O chefe de uma equipe de pesquisas talvez precise dar muita ênfase à singularidade e ao drama de uma ‘descoberta’ para atrair fundos de outras fontes fora do círculo acadêmico, e os pesquisadores são estimulados pela mídia eletrônica e impressa, que por sua vez está em busca de uma história dramática” (Critique of Anthropology. Volume 29[2] – p. 202.)  

Viram só como as coisas se passam? Tudo é uma questão de angariar fundos para mais pesquisas e garantir empregos a muitos pesquisadores. Mas será que isso é honesto? Analisemos. 

Muitos cientistas dão a entender que o registro fóssil apóia a teoria de que todas as formas de vida tiveram uma origem em comum. Também afirmam que todos os seres vivos devem ter evoluído de um ancestral em comum, visto que possuem uma “linguagem de programação” parecida, o DNA. Mas se todos os organismos vivos possuem projetos similares de DNA, o código que determina a forma e as funções de suas células, não será o caso de que essas similaridades existem não porque tiveram um ancestral em comum, mas porque tiveram o mesmo projetista com um estilo próprio?
 
O relato de Gênesis 1:12,20-25 diz que plantas, as criaturas marinhas, os animais terrestres e as aves foram criados “segundo as suas espécies”. Essa descrição permite uma variação dentro de uma “espécie”, mas também indica que há limites fixos que separam as diferentes espécies. O relato bíblico sobre a criação também indica que novas criaturas apareceriam no registro fóssil de modo súbito e plenamente formadas.
 
Li um artigo numa revista dizendo que no início do século 20, todos os fósseis usados para apoiar a idéia de que humanos e macacos evoluíram de um ancestral comum, cabiam em uma mesa de bilhar. Desde então, a quantidade desses fósseis aumentou. Hoje se diz que eles encheriam um vagão de trem. No entanto, a grande maioria deles consiste de apenas alguns ossos e dentes. Crânios completos, sem falar de esqueletos completos, são raros. O que falta aos fósseis é completado por artistas plásticos “de acordo com a imaginação dos pesquisadores”
 

Eu não sei quanto a vocês, mas eu não posso aceitar isso como fato cientificamente provado!  

A argumentação de alguns cientistas de que há evidencias baseadas em fósseis de que peixes se tornaram anfíbios, que répteis se tornaram mamíferos vem sendo contestada. O paleontólogo David Raup disse: “Em vez de encontrarem evidências do desenvolvimento gradual da vida, o que os geólogos dos dias de Darwin e os geólogos atuais na verdade descobriram foi um registro incompleto e irregular, ou seja, espécies surgem de repente na sequência dos fósseis, apresentam pouca ou nenhuma mudança durante sua existência no registro e, então desaparecem abruptamente.” (Field Museum of Natural History Bulletin “Conflicts Between Darwin and Paleontology” – p. 23).  

Na realidade, a grande maioria dos fósseis demonstra que permaneceram estáveis durante períodos muito longos. De fato, mais da metade dos principais ramos da vida animal parece ter surgido num período relativamente curto. Alguns surgiram tão repentinamente que os paleontólogos se referem a esse período de “a explosão cambriana”. Diante disso, alguns pesquisadores evolucionistas foram levados a questionar a teoria da evolução das espécies. Por exemplo: numa entrevista em 2008, o biólogo evolucionista Stuart Newman falou sobre a necessidade de uma nova teoria da evolução que explicasse o aparecimento súbito de novas formas de vida. Ele disse “Acredito que a teoria de Darwin usada para explicar todas as mudanças evolucionárias se tornará apenas mais uma de muitas teorias” (Archaeology, “The Origin of Form Was Not Abrupt Gradual”WWW.archaeology.org/online/interviews/newman.html). 

Outra questão é a proporção de tamanhos dos fósseis usados para mostrar que os peixes se transformaram em anfíbios e os répteis em mamíferos. Nos livros, as ilustrações dessas criaturas são apresentadas como se tivessem tamanho similar, quando, na verdade, algumas criaturas são bem maiores que outras. 

Um segundo e mais sério desafio é a falta de evidencias de que essas criaturas sejam aparentadas de alguma maneira. Espécimes colocados na sequência muitas vezes estão separados uns dos outros por milhões de anos, segundo estimativas dos pesquisadores. 

Vejam o que disse o zoólogo Henry Gee: “Os intervalos de tempo que separam os fósseis são tão grandes que não podemos afirmar nada sobre uma possível ligação entre eles” (In Search of Deep Time – Beyond the Fossil Record to a New History of Life de Henry Gee – 1999 p. 23).


E o biólogo Malcolm Gordon vai ainda mais longe. Falando sobre os fósseis de peixes e anfíbios encontrados, ele declara que “possivelmente trata-se da biodiversidade existente naquela época”. 

Um artigo publicado na revista National Geographic de 2004 compara o registro fóssil do qual alguns cientistas afirmam como prova cabal da evolução das espécies a “um filme, no qual 999 de cada mil fotogramas (quadros) desaparecem". Isso seria o mesmo que acharmos apenas 100 fotogramas de um filme que originalmente possui 100 mil. E que desses 100, somente 5 pudéssemos organizá-los de acordo como imaginamos. Será que ao assisti-lo seria razoável afirmarmos que entendemos o enredo enquanto os outros 95 pudessem contar uma historia bem diferente?

Concordo plenamente com o que disse o zoólogo Henry Gee em seu livro já citado: “Afirmar que uma sequência de fósseis representa uma linhagem não é uma hipótese científica que pode ser comprovada, mas uma afirmação que tem o mesmo valor de uma história de ninar – incrível, talvez até instrutiva, mas não científica”.  

Mas voltando ao homem, o que dizer do homem de Neandertal, fóssil semelhante aos seres humanos, frequentemente apresentado como prova de que uma espécie de homem-macaco existiu? Os pesquisadores estão começando a mudar seus pontos de vista sobre o que o homem de Neandertal realmente era: Em 2009, Milford Wolpoff escreveu na revista American Journal of Physical Anthropology:“o homem de Neandertal deve ter sido uma autêntica raça de seres humanos”. (American Journal of Phisical Anthropology “How Neandertals Inform Human Variation” 2099 – p.91).  

O tamanho do cérebro de um suposto ancestral do homem é uma das principais maneiras dos evolucionistas determinarem se o suposto parentesco entre esse ancestral e os humanos é distante ou próximo. Mas é o tamanho do cérebro um indicador confiável de inteligência?

NÃO! 

A revista Scientific American Mund disse em 2008: “Os cientistas não conseguiram encontrar uma correlação entre o tamanho relativo e absoluto do cérebro e a inteligência de humanos e de outras espécies animais. Também não foram capazes de encontrar um paralelo entre inteligência e o tamanho de regiões específicas do cérebro nem a existência delas. A exceção talvez seja a área de broca, que comanda a fala nos seres humanos” (American Journal of Physical Anthropology 2009 – p. 91). 

Diante de tudo isso, surgem muitas perguntas:Por que os cientistas alinham os fósseis usados na sequência macaco-homem de acordo com o tamanho do cérebro quando se sabe que isso não é um indicador confiável de inteligência? Será que eles estão tentando fazer com que as provas se encaixem em suas teorias? E por que os pesquisadores constantemente debatem sobre quais fósseis devem ser incluídos na “árvore genealógica” humana? Não seria o caso de esses fósseis estudados serem apenas o que parecem realmente ser, ou seja, espécies extinta de macacos? 

O orgulho, o dinheiro e a necessidade de atenção da mídia influenciam o modo como as "provas" da evolução humana são apresentadas.
 
O breve relato bíblico diz que Deus criou toda vida neste planeta e dá ampla margem para pesquisas científicas. Além disso, ela diz que Deus criou as coisas vivas “segundo as suas espécies”. Essas afirmações talvez estejam em conflitos com certas teorias científicas, mas concordam com fatos cientificamente provados. A história da ciência mostra que teorias vão e vêm, mas os fatos permanecem!

* Todos os pesquisadores citados neste texto são evolucionistas.

2 de out de 2010

TERRA - O ENDEREÇO CERTO


Hoje eu acordei com vontade de falar sério. Aproveitem porque isso é raríssimo! rs.

O texto é longo, mas vale a pena ser lido. Trata-se de um assunto complexo, porém vital que o abordemos. Um mistério incompreensível, dizem muitos, e por esse motivo, deixado de lado. Mas eu não deixei e parti para as pesquisas.

Vou falar da ciência e da bíblia. Tracei um parâmetro entre a duas desejando mostrar que a bíblia não contraria a ciência, muito pelo contrário, ela apoia! *(leiam algumas provas no rodapé).

Assim como a teologia, a ciência como um todo é um assunto que muito me interessa. Estou sempre antenada a tudo que acontece nesse universo de pesquisas, principalmente sobre as novas 'descobertas' dos cientistas sobre o inicio do universo e tudo que nele há.

Às vezes as coisas nos parecem simples por que são simples mesmo. Não entendo a dificuldade que as pessoas têm de aceitar um fato ainda que lhes pareça óbvio , e continuam numa busca incessante por uma resposta um pouco mais difícil que as satisfaça.

Por exemplo: Gênesis 1:1 diz: “No princípio Deus criou os céus e a terra” e ponto final! Mas poucos aceitam esta declaração simplista e desde os primórdios da antiguidade, cientistas vêm tentando provar o contrário, rejeitam a existência de um Criador.

O evolucionista Richard C. Lewontin disse: “O nosso comprometimento com o ponto de vista materialista não nos permite abrir nenhuma brecha para Deus.”

Eis uma verdade, mas seria esse raciocínio coerente?

Ok, tudo teve inicio de uma gigantesca explosão, o Big Bang. Cientistas do mundo todo já provaram isso. Provaram, também, que o Big Bang foi gerado por uma energia incalculável. Mas de onde veio toda essa energia?... Esta é uma porta que ainda está fechada e nenhum cientista conseguiu abri-la até o momento.

Quem estaria por de trás dessa porta? Deus?... A maioria dos cientistas diz que não. Eles não concordam com o relato de Gênesis 1:1 por não haver provas cientificas cabais. Concordar seria o mesmo que declarar suas fraquezas e limitações.

A descrença talvez esteja no fato de que o registro bíblico declara que Deus criou o universo em seis dias, e que esses dias seriam literais de 24 horas. Talvez não saibam que o termo hebraico yohm traduzido “dia” que aparece no relato de Gênesis, aparece também em outros relatos indicando medidas variadas de tempo e até de eras. E os termos “manhã” e “noitinha” que também aparecem lá, podem indicar simplesmente o começo e o fim de uma era. A obra Old Testament Word Studies (Estudos Verbais sobre o Velho Testamento) de William Wilson concorda com isso. Concorda que o relato descreve os “dias criativos” de Deus como tendo a "duração de tempos incalculáveis por nós".

O relato de Gênesis foi escrito do ponto de vista de um observador terrestre. Este “observador” alistou os acontecimentos na seguinte ordem: (1) um princípio; (2) uma terra primitiva em trevas, e envolta em pesados gases e em água; (3) a luz; (4) uma expansão ou atmosfera; (5) grandes áreas de terra seca; (6) plantas terrestres; (7) sol, lua e estrelas, tornando-se discerníveis na expansão, e o inicio da estação; (8) monstros marinhos e criaturas voadoras; (9) animais selváticos e domésticos, mamíferos; (10) o homem.

A ciência concorda que tais estágios ocorreram nessa ordem geral. Veja o que disse o bem-conhecido geólogo Wallace Pratt: “Se eu tivesse que explicar concisamente nossas idéias modernas sobre a origem da Terra e o desenvolvimento da vida sobre ela a um povo simples, pastoril, tal como o das tribos a quem foi dirigido o Livro de Gênesis, dificilmente poderia fazê-lo melhor do que seguir bem de perto grande parte da linguagem de Gênesis.” Ele disse, também: “... é essencialmente a sequência das principais divisões do tempo geológico!” (The Lamp (A Lâmpada) “Os Mundos de Wallace Pratt”, de W. L. Copithorne – p. 14).

Quais as chances de Moisés, o escritor de Gênesis, ter acertado de primeira a ordem dos acontecimentos da criação? Matemáticos concordam que é uma em 3.628.800 vezes!

Entretanto, a ciência não dá margem a um Criador ali presente, conhecedor dos fatos e podendo revelá-los aos humanos.

Mas as coisas estão mudando entre a classe de cientistas. Vejam aonde as minhas pesquisas me levaram:

Analisem o que disse o físico evolucionista Paul Davies: “Até mesmo cientistas ateus ficam emocionados ao falar sobre a dimensão, majestade, harmonia, elegância e absoluta engenhosidade do Universo”. Sabendo que a vida não existiria se não fosse por fatores extremamente exatos, ele continua: “Estamos no endereço certo. Na cidade certa (o sistema solar), na rua ideal (a órbita que a terra percorre na ‘cidade’, o sistema solar) e temos o vizinho perfeito (a Lua).

Eu pergunto: Será que as características da Terra são resultado do acaso ou de um projeto inteligente?

E o que dizer dos eficientes e versáteis escudos da Terra?

O espaço é um lugar perigoso, repleto de meteoróides e radiação letal. Nosso planeta azul parece estar no meio de um “tiroteio” galáctico, e ainda assim permanece relativamente ileso. Por quê? A terra é protegida por dois escudos incríveis: um poderoso campo magnético e uma atmosfera muito bem projetada.

O que é isso? Obra do acaso?

Falando sobre o “ar condicionado” da Terra, o campo magnético e a água, o livro Rare Earth-why Complex Life Is Uncommon in the Universe (Terra Rara – Por Que a Forma Complexa de Vida é Incomum No Universo) diz: “Parece que a Terra pensou em tudo isso”

É claro que a Terra é resultado da atuação de fatores externos. Mas esses fatores devem-se ao acaso ou a um Criador inteligente e amoroso?

E o que dizer sobre a origem da vida em nosso planeta? De onde ela veio? Do acaso, do espaço, ou houve um projetista inteligente? Analisemos:

Muitos cientistas que acreditam na evolução dizem que a vida começou nas margens de águas estagnadas ou nas profundezas dos oceanos há bilhões de anos. Supõem que substâncias químicas se uniram espontaneamente nessas águas, formando estruturas semelhantes a bolhas, que por sua vez formaram moléculas complexas e passaram a se duplicar. Eles acreditam que toda vida na Terra se originou por acaso de uma ou mais dessas primeiras células “simples”. Mas outros cientistas respeitados não concordam. Supõem que as primeiras células, ou pelo menos seus principais componentes, veio do espaço.

Por que essa discordância? Porque apesar de grandes esforços, até agora os cientistas não conseguiram provar suas teses de que a vida pode ter surgido de moléculas sem vida.

Em 2008 o professor de biologia Alexandre Meinesz trouxe à atenção esse dilema. Ele declarou que ao longo dos últimos 50 anos não se encontrou “nenhuma evidência que apoie a hipótese do surgimento espontâneo de vida na Terra a partir de uma sopa molecular, e que nenhum avanço significativo no conhecimento científico leva nessa direção.” (How Lif Began-Evolution’s Three Geneses, de Alexandre Meinesz – 2008 – PP. 30-33,45).

De fato pesquisadores concluíram que, para uma célula sobreviver, pelo menos três tipos de moléculas complexas precisam funcionar em conjunto: DNA (ácido desoxirribonucléico), RNA (ácido ribonucléico) e proteínas. Hoje, poucos cientistas afirmam que uma célula viva completa se formou repentinamente de uma mistura de substâncias sem vida.

Porém, um pesquisador chamado Stanley Miller conseguiu produzir alguns aminoácidos (os componentes químicos essenciais das proteínas) dando uma descarga elétrica em uma mistura de gases que se acreditava representarem a atmosfera da primitiva Terra. Além disso, alguns aminoácidos também foram encontrados em um meteorito.

Mas vejam o que disse Robert Shapiro, professor emérito de química da Universidade de Nova York: “Alguns autores, presumiram que todos os blocos de construção da vida (aminoácidos) poderiam ser formados com facilidade em experiências como a de Miller e estavam presentes em meteoritos. Mas não é o caso.”

Analisando os complexos nucleotídeos das moléculas do RNA, ele continua: “Nenhum nucleotídeo de qualquer tipo foi apontado como produto das experiências com descarga elétrica ou em estudos de meteoritos”. Ele ainda acrescenta que a probabilidade de uma molécula de RNA autorreplicadora se formar a partir da união aleatória de elementos químicos básicos “é tão diminuta, que se ocorresse mesmo uma única vez em qualquer ponto do Universo visível, representaria um exemplo de sorte excepcional! (Scientific American, “Uma origem mais simples da vida”, de Robert Shapiro, junho de 2007 – p. 48).

E o que se dizer da célula “simples” de onde tudo supostamente teria se originado? Nela, uma proteína funcional comum contém 200 aminoácidos. Mesmo nessas células, há milhares de tipos de proteínas. A probabilidade de uma única proteína composta por apenas 100 aminoácidos se formar por acaso na Terra foi calculada em cerca de uma em 1 quatrilhão de probabilidades!

Outros estudiosos chegaram ao cálculo de uma vez em 1/seguido de 113 zeros!

Todos os matemáticos concordam que qualquer acontecimento que tenha uma probabilidade de uma vez em 1/seguido de 50 zeros é totalmente inexistente!

O pesquisador Hubert Yockey, que apoia a evolução disse: “Eles (os cientistas) estão enganados... É impossível que a vida tenha se originado apenas das proteínas”

A Dra. Carol Cleland, membro do Instituto de Astrobiologia da Nasa disse: “A probabilidade de uma mistura aleatória de proteína e RNA é quase inexistente. Mesmo assim, a maioria dos pesquisadores supõe que, visto que conseguem compreender a questão da produção independente de proteínas e RNA sob condições naturais primitivas, a questão da interação desses elementos se resolverá de algum modo” – e acrescentou ao final: “Ninguém conseguiu dar uma explicação satisfatória de como isso aconteceu” (NASA’s Astrobiology Magazine, “Life’s Working Definition-Does It Work [Site ascessado em 17/03/2009]).

A que conclusão eu cheguei diante de toda essa pesquisa?

Concluí que os cientistas estão num dilema. Eles descobriram alguns aminoácidos que também estão presentes nas células vivas e, em seus laboratórios, produziram outras moléculas mais complexas por meio de experiências bem planejadas e controladas. Com o tempo, eles esperam produzir todas as partes necessárias para formar uma célula “simples”. A situação deles pode ser comparada à de um cientista que reúne alguns elementos naturais, transformando-os em ferro, plástico, silicone e fios de metal e, por fim, constroe um robô. Daí o robô é programado para produzir cópias de si mesmo. Com isso o que o cientista conseguiria provar? Na melhor das hipóteses, que um ser inteligente pode criar uma máquina impressionante.

De modo similar, se os cientistas conseguissem produzir uma célula, isso seria algo fenomenal, mas provaria que uma célula pode surgir por acaso? NÃO! No máximo os cientistas conseguirão provar o contrário!

Há uma pergunta que não quer calar: Se substancias químicas usadas nas experiências representam o ambiente primitivo da Terra, e se as moléculas produzidas representam os elementos básicos da vida, quem ou o que representa o cientista que realizou a experiência? Será que ele representa o acaso ou um ser inteligente?

Pense no seguinte: O que exige mais fé: acreditar que os milhões de partes complexas e organizadas de uma célula surgiram por acaso ou que a célula é produto de uma mente inteligente?

Verdadeiramente a teoria da geração acidental enfrenta problemas. O físico H. S. Lipson declarou em certa ocasião: “A única explicação aceitável é a criação. Sei que isto é anátema para os físicos, como deveras é para mim, mas não devemos rejeitar uma teoria da qual não gostamos, se a evidência experimental apóia.” Observou, também, que depois do livro de Darwin – As Origens das Espécies – “a evolução, em certo sentido, tornou-se uma religião científica; quase todos os cientistas a aceitaram e muitos estão dispostos a ‘moldar’ suas observações para que se ajustem a ela. (Phys Bulletin (Boletim de Física) “Um Físico Examina a Evolução”, de H. S. Lipson – Vol. 31, pg. 138). 

Uma declaração lamentável, porém verídica!

A declaração mais surpreendente que deparei durante toda minha pesquisa foi a do professor Chandra Wickramasinghe da University College, de Cardiff na Grã-Bretanha. Ele disse: “Desde o inicio da minha formação como cientista, sofri forte lavagem cerebral para crer que a ciência não pode ser coerente com qualquer tipo de criação deliberada. Tal noção teve de ser mui dolorosamente posta de lado. Sinto-me bastante desconfortável com a situação, com o estado mental em que agora me encontro. Mas, não existe nenhuma saída lógica... Para que a vida pudesse ter sido um acidente químico na Terra, seria como procurar determinado grão de areia em todas as praias de todos os planetas no universo – e encontrá-lo.” E ele conclui: “Não há outro meio de podermos entender a ordem precisa das substâncias químicas da vida, exceto invocar as criações numa escala cósmica. (Daily Express (Expresso Diário) “Tem de Haver um Deus” de Geoffrey Levy – Londres 14 de agosto de 1981 – p. 28).

Charles Darwin foi o primeiro a levantar a teoria da “geração espontânea” e durante muito tempo, respeitados homens da ciência aceitavam essa teoria. Não obstante, por volta do século 19, Luís Pasteur e outros cientistas deram um golpe mortal na sua teoria, provando, mediante experiências, que a vida somente provém de outra vida prévia.

E de lá pra cá, não há um consenso comum. Tudo que sabemos é que é preciso um ser muito inteligente para criar um robô sem vida.

Os cientistas do mundo todo enfrentam a maior dificuldade para, se quer, entender o mecanismo da forma mais “simples” de uma célula viva. O que seria necessário para criar uma forma de célula mais complexa?

Presumindo que uma primeira célula viva tenha surgido de alguma forma espontânea, existem evidências de que ela evoluiu em todas as criaturas que já viveram na Terra?

E o que dizer do homem, a criatura mais inteligente da Terra e suas 100 trilhões de células diferenciadas de pele, ossos, cabelos, músculos e etc.? Será que ele foi criado inteiro ou evoluiu de um ancestral comum? O que dizem os fósseis? Será que os cientistas estão dizendo a verdade?

Vou falar sobre isso no meu próximo post.

*A BÍBLIA É CIENTIFICAMENTE EXATA!
A Terra está suspensa no espaço (Jó 26:7 - declarado por volta do ano 1613 a.C)
A Terra é redonda (Isaias 40:22 - escrito por volta do ano 732 a.C)
Revelado em detalhes o ciclo das águas (Eclesiastes 1:7 - escrito antes do ano 1000 a.C)
O Universo é governado por leis (Jeremias 33:25 - escrito antes do ano 580 a.C)