Estou atrasada pra falar do fim do mundo, afinal o grande
acontecimento ocorreu em 21 de dezembro passado. Depois disso, chegou o
Natal, o Ano Novo com muitos fogos, tin-tins de cristal e sorrisos festivos... Enfim, o
assunto já morreu e eu aqui tentando ressuscitá-lo... tsc, tsc,
tsc...
Li muito sobre isso na época (até a exaustão!), nos e-mails,
redes sociais, na mídia e etc. Agora resolvi falar sobre ele. Sou assim mesmo.
Quando se trata de assunto do momento, fico igual a uma coruja que mora aqui no
meu pedaço: em cima do muro só observando...
Acompanhei pela mídia o pânico de algumas pessoas por causa
do fim do mundo, e juro, senti pena. Gente estocando alimentos e água,
comprando máscaras de oxigênio e tantos outros apetrechos de sobrevivência. Pude constatar que todos queriam permanecer
vivos, ainda que num planeta deserto e destruído. Vi espertinhos tirando
proveito dos incautos. Li as mais diversas metáforas do tipo: ‘o mundo acaba
para quem morre’... ‘O mundo acaba quando sofremos perdas, injustiças’ e etc...
Afirmações dessa natureza me fazem pensar no quanto as
pessoas estão desiludidas e sem esperança de um mundo melhor. E não é pra
menos. Desde que o mundo é mundo já se tentou todo tipo de governo e nenhum
conseguiu trazer paz e segurança à humanidade. Nem justiça e igualdade. Nem
respondeu a muitas de nossas perguntas sobre os mistérios da vida. Mesmo que um
super-humano conseguisse todas essas façanhas, ainda teríamos a velhice, a doença
e a morte a nos atormentar.
É. Parece mesmo não haver solução para esse velho mundo. E
não adianta as frases de efeito rolando nas redes sociais e mensagem de otimismo
correndo pelos e-mails... Tudo não passa de tinta colorida pra pintar o bicho. Mas que ele continua feio, ah, isso, continua!
Mas há algo de bom nisso. Enquanto nos lambuzamos com tanto
otimismo, vamos empurrando a vida com a barriga sem muito pensar e sem nos
importarmos com o nosso futuro. As perguntas continuarão sem resposta, a
tragédia só vai acontecer na casa do vizinho, e não há Ninguém que se importe
com o triste destino da humanidade...
Bom seria se tivéssemos um consolo e a certeza de que, se
está ruim hoje, no futuro pode melhorar, e muito! em todos os aspectos e de
forma de-fi-ni-ti-va!!... Isso se chama fé. Não uma fé vazia, baseada no
achismo de filosofias baratas: uma fé procedente da promessa de quem ‘sabe de
todas as coisas’.
Tenho uma amiga que afirma acreditar em Deus, mas não no
Deus da bíblia. Trata-se de ‘outro deus’ que ela idealizou. Isso mesmo, ela tem um deus particular. Que
sorte a dela. Ela também não acredita que o fim virá para a perversidade.
Talvez o deus dela ache que está bom assim e não pretende se intrometer nos assuntos da humanidade.
Eu, que acredito no Deus da bíblia, fui averiguar o que Ele
tinha a dizer sobre isso. Descobri coisas muito interessantes. Por exemplo:
descobri que o Deus da bíblia não partilha da mesma opinião do deus da minha amiga. Ele não anda nada, nada
contente com os atos da humanidade. Ele
afirma que uma atitude tem que ser tomada, e vai tomar. Mas, como é misericordioso e age com
suprema justiça, convida todos a buscar a mansidão e a virtude enquanto há tempo. Até promete que ‘fará
nova todas as coisas’. Sim! Ele promete um novo começo!
Muitos julgam utopia essa promessa, mas ninguém pode negar
que é a nossa única saída.
Quando esgotar-se o tempo dado à arrogante humanidade para reconhecer
que não é capaz de governar a si própria, e que necessita da orientação vinda de
uma mente superior, corre!!! Esse poderá ser o fim do mundo de verdade! Pois Ele declara que é só isso que está
faltando para estabelecer o Seu Governo de uma vez por todas e para todo
sempre!
Nunca se sabe, né, esse pode ser o Deus verdadeiro...