“O sonho encheu a noite. Extravasou pro meu dia. Encheu minha vida e é dele que eu vou viver. Porque sonho não morre” (Adélia Prado)

11 de set. de 2012

Louca por eles




Confesso que sou louca por sapatos, mas qual mulher não é?... Se há entre vocês alguma que não é que atire o primeiro scarpin. hehehe

Semana passada decidi organizar o meu closet pra ganhar mais espaço. Uma coisa surpreendente me aconteceu: passei a acreditar em vidas passadas. Sim, eu fui uma centopeia na outra encadernação!

Gennnnnnnnte, pra que tantos sapatos se só tenho 2 pés? Que neura é essa que me impede de parar de comprá-los?... A coisa é meio doida, não resisto à tentação de poder dar aquela cruzada de pernas e exibir uma sola novinha em folha.  E lustrosa. Aquele brilho e aquele cheirinho, hummm...  

Mas, voltando ao closet, depois de esvaziar a sapateira, eu puxei um banquinho, sentei-me, cruzei os braços e fiquei olhando para aquela montanha colorida, agora emergindo do chão. Concluí que essa era uma boa oportunidade para eu exercitar meu desapego à bens materiais e botar fora uns 20 pares.

...15... 10... 5, vai, esse é um bom número.

Minha filha, que não herdou de mim esse apego inútil por certas coisas, vive me dizendo: ‘o que você não usou durante 1 ano, não vai usar mais’.

Com isso em mente e cheia de coragem, peguei o primeiro par: uma sandália preta chiquetérrrrima, salto agulha e um passante furta-cor estonteante... Aaaaa essa não posso, usei na primeira formatura da Nic... foi um dia tão especial... Peguei o segundo: um scarpin vermelho... Poxa, esse é uma celebridade, retratei-o numa tela...

Guardei o vermelhinho, peguei um tamanco Anabela com uma plataforma tipo prédio de 5 andares, e botei no saco de lixo. Não que eu fosse jogar no lixo, era só um meio de transporte até a lavanderia. De lá seriam todos doados.

Um segundo depois, enfiei a mão no saco e depositei-o de volta à prateleira. Não me julguem antes de ouvirem os meus argumentos:

Sabe aqueles dias que você necessita estar mais alta, mas sem condições físicas pra encarar um salto 12?... Pois é, eu também sei. Por isso poupei meu tamancão.

O próximo foi um Jorge Alex, esplendoroso, todo fechadão com um zíper lateral. Verde. Mas, não um verde qualquer, um verde que passeia entre a bandeira e o abacate. Eu usei-o no teatro, na estreia de uma peça que não lembro o nome. E nem os atores. Depois usei no... na... Não importa, o que importa é que li numa revista que sapatos verdes voltarão à moda logo, logo... Vai voltar pra prateleira seu lindo!

Depois de reviver muitas festas, datas, danças, viagens, etecetera e tal, cheguei num Chanelzinho de camurça. Pretinho, basiquinho, salto 10 e cafoninha... Bem que eu poderia guardar só esse pra recordar aquela festa de casamento do...da... Isso foi quando mesmo?... Final da década de 80?... ou já era 90?...

Sempre fui péssima com datas. Acho que é por isso que guardo coisas como emblemas de momentos que pontuaram a minha vida. Guardo alguns sapatos antigos porque neles estão impressos os passos de minhas trajetórias... Nooosaaaaa, que lindo isso que acabei de escrever!!

Pena não ser verdade. A verdade é que sou mesmo louca por eles.

Horas depois dei por encerrada minha tarefa no closet. Levei para a lixeira um par de sandálias Havaianas com uma correia preta e outra azul. E não se fala mais nisso!

22 de ago. de 2012

Apenas mudando o passo da dança...


 Arte digital

Tem pessoas que adoram mudar os móveis de lugar. Outras, a decoração da casa, ou parte dela; anualmente!

Na semana passada uma amiga me ligou pedindo dicas de decoração. De novo??? Pensei.

Depois que desliguei o telefone, girei minha cadeira e percorri os olhos pela minha sala. Daqui do alto do mezanino onde fica o meu escritório-atelier, tenho uma visão ampla. O que vi foi a minha mobília morando nos mesmos lugares de sempre, desde que nos mudamos para essa casa. Até as cadeiras me pareceu que voltam sozinhas para os seus lugares.

Naquele momento constatei que mudanças me assustam um pouco. E que quando me bate aquela vontade de renovar, eu mudo a cor do esmalte da unha. Às vezes mudo a cor e o corte dos cabelos.

É engraçado isso porque no meu trabalho uso de toda minha ousadia.  Vivo em constante mudança: raramente pinto duas obras no mesmo estilo, sequentemente.

Minha grande descoberta foi que a arte é ilusão e vida real é outro departamento. Quando não gosto do que eu pinto, eu desfaço, apago, refaço, descarto... Isso não implica em consequências.

Bem, mas quando muda o compasso da música, temos que mudar o passo da dança.  

Na vida também é assim e ninguém pode fugir disso. Chega aquela fase que as coisas vão afunilando para uma mudança, que é inevitável, pois não somos mais capazes de sustentar o peso das escolhas que fizemos quando éramos mais jovens, e portanto, com toda a reserva de gás para queimar. Não se trata de arrependimentos pelas escolhas, e sim da sensação de já tê-las vivido plena e completamente.

Quando chega o momento que tudo grita por renovação, temos que ser capazes de ouvir, ou corremos o risco de perder a oportunidade de trocar o medo pela vida mais leve e prazerosa.

O medo bloqueia a nossa capacidade ponderativa e ainda sopra mentiras nos nossos ouvidos. Quando optamos pelo desconhecido é evidente que tudo pode não sair como o calculado, mas quem disse que viver é ciência exata?...  A vida é como uma roleta e jogamos os dadinhos todos os dias. Se ganha e se perde, mas se estamos vivos, significa que ainda estamos no lucro.

Tudo que temos que fazer é dar uma chance para o inesperado, e é bem provável que ele já seja nosso velho conhecido de sonhos adormecidos.

Na minha primeira gravidez, disse ao meu marido em tom de brincadeira que estava com desejo de comer pitangas azuis. Digo agora, 36 anos depois, que venha o novo!... E que ele tenha o sabor de pitangas vermelhas mesmo, pois hoje, mais sábia e com mais maturidade, me contento com menos.

8 de ago. de 2012

No comando do leme


Outro dia vasculhando meus guardados encontrei uma fotografia de quando eu tinha 18 anos. A data e a cara estavam lá impressas para atestarem a minha juventude. Fiquei surpresa, pois nem sabia da existência dela.

Claro, tenho muitas fotos da minha infância e adolescência, mas essa é diferente. É uma foto 3x4, dessas horrorosas que tiramos para documentos e por esse mesmo motivo não guardamos. Mas até que eu estou bonitinha nela... rs.

Fiquei feliz que essa tenha se escondido de mim, e um pouco decepcionada por não me lembrar da ocasião e para qual documento a havia tirado.

Eu a segurei nas mãos por alguns minutos e entrei num tipo retrospectiva do tempo. Talvez por ser uma foto para documentos, me levou a pensar em todas as decisões que tomei na minha vida referente a profissão e tudo o mais. Inevitavelmente passei a indagar os meus ‘ses’.

... Se eu tivesse feito isso ao invés daquilo, como seria?... E se eu tivesse feito aquilo que tanto me seduzia, mas ao mesmo tempo me amedrontava, como estaria?... E se eu não tivesse adiado tanto aquilo, onde estaria?...  E se... se... se...

Bem, eu já estava quase acreditando em destino com cartas marcadas quando, na mesma semana, uma amiga  me presenteou com uma postagem sobre a minha arte. Ver as fotos dos meus trabalhos num blog tão respeitado, dividindo o mesmo espaço com obras de artistas consagrados foi o mesmo que vê-los nas paredes do Louvre ou do Prado.

Exagero da minha parte? Pode ser, mas foi isso que senti nos primeiros 5 minutos de total embasbacadação. (Desculpem-me pela palavra que não existe, mas não encontrei um substantivo à altura do meu queixo caído).

Depois que empurrei o queixo para o lugar, passei a ler o texto onde ela conta lindamente um pouco da minha trajetória, que até então, me parecia trivial, sem nenhuma originalidade.

Não há nada de extraordinário na minha biografia. Nada mesmo! Nada que me qualifique a concorrer a uma cadeira de Imortal na Academia Brasileira de Letras... rs.

Entretanto, o talento dela de ver além do trivial, me mostrou coisas que eu não via por que sempre andei mais focada nos meus ‘ses’ abstratos.  Ela contou todas as minhas verdades com sabor de sonhos realizados... E, de repente, me vi musa de um poema onde eu mesma sou a poetisa.  

Que bom que continuo não acreditando em destino. Muito, mas muito bom mesmo saber que sempre estive no comando do leme.  Ótimo que ainda acho que a intuição é a minha maior aliada.

E principalmente... Obrigada, amiga, por mandar pra bem longe os ‘ses’ que ainda bailavam na minha mente, e volta e meia me atormentavam a alma.

Obrigada por me mostrar que eu soube, sim, interpretar as batidas do meu coração!   

18 de jul. de 2012

VAZIO


Ando assim, assim...
Ando nada!

Ando mais num tempo
De deixar o vento chicotear meus cabelos,
Embaralhar pensamentos
De tudo que ficou pela superfície
Como uma biografia esparsa...

Ando.
Na rua,
No mundo
Da lua.
Pulando fases
Na face oculta.

Como te contar que colhi espinhos
Porque não vi as rosas?
Que a poeira estrelar que agora vejo
É senão o baço espelho dos meus olhos?

Quero abstrair-me de dores desnecessárias
Que a memória armazenou.
E, então, buscar-te nos traços do acaso
Que o delírio rabiscou...

Onde te procurar?

Na mão que nunca alcança
A flor que não abriu?

Meu sentir se foi
Nas folhas outonais que não notei,
Na música que não cantei,
Na dança que não rodopiei,
No sabor que não provei.

Nos momentos que não vivi 
À flor da pele,
Me perdi:

Pois, onde é um lugar que não existe
E, sem você
Meu caminhar é tão triste...

...

Perder-se a si mesmo é ato consentido
Aos que criam,
Vivem de sonhos e fantasiam.

E depois,
Dançam com a sorte...

Voltar é um ato consagrado
Por passos incertos, pessimistas.
Mas, não demora
O coração festeja como passista!

Veja como ando
Na contramão da poesia
Esbarrando em versos trôpegos,
Rimas desafinadas,
Em preto e branco,
Multifacetadas.

Estranho, isso.
Com tantas cores lá fora...

- sueli gallacci

2 de jul. de 2012

O OUTRO


- Sueli Gallacci

Ele estava impaciente no saguão do hotel. Quase nove da manhã e Laura ainda não havia descido para o café. Desse jeito chegariam atrasados – pensava ele.  Talvez devesse subir e verificar o que estava acontecendo... Ela poderia ter adoecido, afinal vinha trabalhando tanto no novo projeto. E as constantes viagens que fazia sozinha à Munique, o fuso horário, as intermináveis reuniões, tudo era demais pra ela. Ele se dava conta, agora, do quanto andava abatida nos últimos dias. Mas, de agora em diante tudo seria diferente. Ele havia convencido-a que viajariam juntos sempre que fosse necessário. Nada mais natural, afinal, se tornaram mais do que parceiros profissional: eram amigos de verdade, quase irmãos.

Um sorriso triste pegou-lhe de assalto, mas, por qual razão se ele não estava triste? Estava vivendo os melhores dias da sua vida ao lado daquela mulher que lhe parecia saída de um romance em quadrinhos. Se não fosse pelo pai ter-lhe obrigado a trabalhar para custear seus estudos, possivelmente nem a teria conhecido. Era fato que Laura representava tudo que ele  não era e desejava ser:  era mais velha, mais alta, mais bela, mais inteligente e mais corajosa do que ele. Entretanto, e pela primeira vez, não sentia a costumeira rejeição. Ela tinha esse poder de fazê-lo sentir-se como um gigante prestes a conquistar o mundo num estalar de dedos!

De repente, o dia lhe pareceu tão lindo que ele endireitou o sorriso e tomou o rumo do elevador.                     

Girou a maçaneta devagar e constatou que a porta não estava trancada. Hesitou por um momento, não devia entrar sem bater, mas era tarde: estava à meio corpo dentro do quarto em penumbra. Laura estava na cama na mais encantadora visão que seus olhos já viram. O corpo, meio coberto, meio desnudo pelo lençol, revelava as pernas e o colo alvos como a luz da manhã. Pelo fino tecido, ele desvendou-lhe os contornos dos seios, as delineadas curvas dos quadris. Os cabelos espalhados pelo travesseiro, as mãos soltas ao acaso, e no rosto, ainda que adormecida, uma confissão inerente de felicidade. Era pura sensualidade. Ele se pôs a pensar por quais sonhos estaria ela andando para deixá-la assim,  extraordinariamente bela!

Era uma incógnita aquela mulher. Ainda ontem estava triste, frágil como uma criança amedrontada. E agora, dormia serena como se o mundo todo tivesse parado, aguardando seu despertar. Comparava-a a uma gema de diamante lapidado com suas múltiplas facetas, que ora brilha, ora ofusca, mas combinadas, fascina e encanta qualquer admirador.
                    
Desviou os olhos dela para olhar o quarto. O negro casaco que ela usara no dia anterior descansava displicente numa poltrona no extremo oposto; por cima dele, um vestido vermelho que lhe pareceu pequeno demais para vesti-la. Estranhou não conhecer aquele vestido. A camisola branca de cetim e suas peças íntimas trilhavam um caminho da porta até à cama. Sentiu o pulsar da excitação ao imaginá-la totalmente nua. 
Pé-ante-pé, avançou para o interior do quarto e apanhou as peças ao chão. Levou ao rosto numa ânsia louca de subtrair delas o cheiro íntimo da mulher, que nesse momento descobriu amar.

Laura revirou-se na cama e ele deixou o quarto assustado e ofegante. Fechou cuidadosamente a porta atrás de si. Aguardou por alguns minutos no corredor, antes de bater.

- Leo, é você meu amor?

O coração dele começou a tamborilar nesse exato momento. Meu amor. Quão doces eram aquelas palavras! Ele pensou estar delirando e o tênue sorriso por um triz não desapareceu dos seus lábios.

- Leopoldo, você voltou...

Meu nome é Leonardo – pensou ele amargurado.

13 de jun. de 2012

O crime não compensa


Essa vedete aí posando pra foto é a minha hortênsia na sua primeira florada. Estava fuçando nas minhas fotos quando me deparei com essa e pensei: Páaaaaaaara tudo! Bora contar essa história no blog.

Já contei aqui que Hortênsia azul é a minha flor predileta, mas por que raios então eu tenho uma Hortênsia branca? É essa história que eu vou contar.  

Já começo rindo ao lembrar do meu marido me dizendo naquele dia: “você parece um para-raios de confusão!”.  E pareço mesmo, desgraçadamente!
Mas, vamos à história.

Era uma tarde de domingo num final de primavera. O dia estava lindo e minha filha me convidou para uma caminhada pelo condomínio.  Saímos, eu e ela, e decidimos tomar o rumo das minas, a parte mais bela de todo o trajeto: bastante arborizada com lindas casas e jardins de tirar o fôlego.

Fazia tempo que não passava pelo local, e agora queria olhar tudo com passos lentos. Era primavera e as flores estavam exuberantes. Foi quando dobramos uma esquina que eu empaquei diante de um jardim. Parei no meio da rua totalmente hipnotizada por aqueles buquês que pareciam querer competir com o azul do céu. Eram as mais belas Hortênsias que eu já tinha visto em toda minha vida!

Minha filha que me conhece tão bem, foi logo dizendo: ‘Ah, não! Você não vai fazer o que eu estou pensando que você vai fazer... vai?  

Ela nem tinha terminado a frase e eu já estava agachada no meio do arbusto. Não resisti à tentação daquele azul.

A melhor muda é aquela que sai lascada do tronco principal – dizia a minha avó que, como eu, era louca por Hortênsia.  E já que tinha invadido o jardim alheio, não deixaria por menos, queria a melhor de todas. Segurei firme num galho e puxei com toda força.

Metade da planta veio na minha mão!   

Apesar do delito, eu estava tranquila. Era feriadão e não havia nenhum carro na garagem. Certamente que os moradores estavam viajando e só retornariam ao anoitecer...

Mas um poodle latiu. O maldito poodle da casa ao lado!

Logo um pinscher se juntou a ele numa sinfonia dos infernos. Exibi a careta mais feia que consegui para fazê-los parar, mas não adiantou. Duas criaturinhas microscópicas produzindo um som estridente, delator...

Uma mulher apareceu na janela, possivelmente a ‘mãe’ dos pestinhas. Ela me olhou com cara de estranheza. Talvez tentando imaginar o que eu fazia ali no jardim da vizinha com um enorme galho nas mãos.  Depois sacou o lance e balançou a cabeça levemente como quem diz sim senhora, que coisa  feeeeeeiaaaaaa...

Seria melhor que ela dissesse alguma coisa, mas não disse, continuava congelada naquele 'ar' de acusação. Desejei desintegrar no ar, virar fumaça. Então, decidi dizer alguma coisa, mas dizer o quê?

Enquanto pensava, imaginei que as duas vizinhas eram grandes amigas e, que costumavam tomar o chá da tarde naquela mesinha branca do gramado. Imaginei que quando a amiga voltasse de viagem ela diria ‘Olha, eu sei quem destruiu a sua Hortênsia. Foi aquela pintora esquisita que monta o cavalete lá na quadra... Aquela que usa um chapelão que mais parece um toldo...’

Vou dizer que preciso das folhas para fazer um chá para alguém muito doente - pensei. Essas coisas sempre comovem...

 Chá de Hortênsia?... Isso não cola, cola?

- É uma simpatia – disse eu com um sorriso meigo.
- Simpatia pra quê? – rasgou ela, secamente.
- Para a planta crescer bonita e saudável, oras!

Dizendo isso tratei de zarpar logo dali, mas levei comigo a minha muda. Como desgraça pouca é bobagem, me enrosquei toda nas Madressilvas e ainda pisei nas Prímulas que forravam o chão. Só desejava ganhar a rua e desaparecer com a minha filha.

Filha?... Cadê a minha filha??

Ela tinha ido embora. Me abandonou no pior vexame da minha vida.

Naquele mesmo dia plantei a minha muda feliz da vida e sem culpa nenhuma. Dois anos depois de muita expectativa minhas Hortênsias nasceram brancas. Brancas!!!  O azul que tanto me encantou e pelo qual arrisquei a minha integridade, nem sombra dele!  Acho que não mereci aquele azul.

O Jardineiro me disse que a culpa é da terra que está pobre. Pobre de ferro e zinco - frisou ele - antes que eu dissesse que enterraria umas notas de cem reais... rsrs. Segundo ele, uma receita infalível para as Hortênsias ficarem bem azuis é enterrar um objeto de ferro junto ao pé da planta. Já estou de olho na corrente que cerca o estacionamento do clube... Brincadeirinha.