É bastante comum encontrarmos em livros e enciclopédias essa ilustração com varias criaturas em sequência representando a evolução do homem, começando com uma figura mais encurvada e terminando com uma mais ereta representando o homem moderno.
Essas representações, acompanhadas de reportagens sensacionalistas sobre a descoberta de supostos “elos perdidos”, dão a impressão de que há muitas provas de que o homem evoluiu de criaturas simiescas.Também nas escolas, a teoria da evolução das espécies é amplamente ensinada aos alunos como um fato cientificamente provado. Será que essas afirmações se baseiam em provas concretas?
NÃO!
O pesquisador Gyula Gyenis (*) do Departamento de Antropologia Biológica da Universidade Eötvös Loránd, Hungria, afirma: “Os indícios fósseis colhidos até agora não nos permitem saber exatamente quando, onde ou como o homem evoluiu de criaturas simiescas”. (Acta Biologica Szegediensis, volume 46/1-2, pp. 57,59)
Com frequência a mídia anuncia a descoberta de um novo “elo perdido”. Por exemplo, em 2009, um fóssil que foi chamado de Ida recebeu atenção digna de uma “estrela de rock”, de acordo com certa revista. A publicação incluía esta manchete do jornal britânico The Guardian: “Fóssil Ida: descoberta extraordinária de um “elo perdido” da evolução humana”. ( The Guardian, London - 19 de maio de 2009). No entanto, apenas alguns dias depois, a revista científica britânica New Scientist, disse: “Ida não é um “elo perdido” da evolução humana” (New Scientist 30 de maio de 2009).
Por que cada nova descoberta de um “elo perdido” recebe ampla atenção da mídia, ao passo que quando esse fóssil é removido da “árvore genealógica” isso raramente é mencionado?
Robin Derricourt da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, responde essa pergunta: “O chefe de uma equipe de pesquisas talvez precise dar muita ênfase à singularidade e ao drama de uma ‘descoberta’ para atrair fundos de outras fontes fora do círculo acadêmico, e os pesquisadores são estimulados pela mídia eletrônica e impressa, que por sua vez está em busca de uma história dramática” (Critique of Anthropology. Volume 29[2] – p. 202.)
Viram só como as coisas se passam? Tudo é uma questão de angariar fundos para mais pesquisas e garantir empregos a muitos pesquisadores. Mas será que isso é honesto? Analisemos.
Muitos cientistas dão a entender que o registro fóssil apóia a teoria de que todas as formas de vida tiveram uma origem em comum. Também afirmam que todos os seres vivos devem ter evoluído de um ancestral em comum, visto que possuem uma “linguagem de programação” parecida, o DNA. Mas se todos os organismos vivos possuem projetos similares de DNA, o código que determina a forma e as funções de suas células, não será o caso de que essas similaridades existem não porque tiveram um ancestral em comum, mas porque tiveram o mesmo projetista com um estilo próprio?
O relato de Gênesis 1:12,20-25 diz que plantas, as criaturas marinhas, os animais terrestres e as aves foram criados “segundo as suas espécies”. Essa descrição permite uma variação dentro de uma “espécie”, mas também indica que há limites fixos que separam as diferentes espécies. O relato bíblico sobre a criação também indica que novas criaturas apareceriam no registro fóssil de modo súbito e plenamente formadas.
Li um artigo numa revista dizendo que no início do século 20, todos os fósseis usados para apoiar a idéia de que humanos e macacos evoluíram de um ancestral comum, cabiam em uma mesa de bilhar. Desde então, a quantidade desses fósseis aumentou. Hoje se diz que eles encheriam um vagão de trem. No entanto, a grande maioria deles consiste de apenas alguns ossos e dentes. Crânios completos, sem falar de esqueletos completos, são raros. O que falta aos fósseis é completado por artistas plásticos “de acordo com a imaginação dos pesquisadores”
Eu não sei quanto a vocês, mas eu não posso aceitar isso como fato cientificamente provado!
A argumentação de alguns cientistas de que há evidencias baseadas em fósseis de que peixes se tornaram anfíbios, que répteis se tornaram mamíferos vem sendo contestada. O paleontólogo David Raup disse: “Em vez de encontrarem evidências do desenvolvimento gradual da vida, o que os geólogos dos dias de Darwin e os geólogos atuais na verdade descobriram foi um registro incompleto e irregular, ou seja, espécies surgem de repente na sequência dos fósseis, apresentam pouca ou nenhuma mudança durante sua existência no registro e, então desaparecem abruptamente.” (Field Museum of Natural History Bulletin “Conflicts Between Darwin and Paleontology” – p. 23).
Na realidade, a grande maioria dos fósseis demonstra que permaneceram estáveis durante períodos muito longos. De fato, mais da metade dos principais ramos da vida animal parece ter surgido num período relativamente curto. Alguns surgiram tão repentinamente que os paleontólogos se referem a esse período de “a explosão cambriana”. Diante disso, alguns pesquisadores evolucionistas foram levados a questionar a teoria da evolução das espécies. Por exemplo: numa entrevista em 2008, o biólogo evolucionista Stuart Newman falou sobre a necessidade de uma nova teoria da evolução que explicasse o aparecimento súbito de novas formas de vida. Ele disse “Acredito que a teoria de Darwin usada para explicar todas as mudanças evolucionárias se tornará apenas mais uma de muitas teorias” (Archaeology, “The Origin of Form Was Not Abrupt Gradual” – WWW.archaeology.org/online/interviews/newman.html).
Outra questão é a proporção de tamanhos dos fósseis usados para mostrar que os peixes se transformaram em anfíbios e os répteis em mamíferos. Nos livros, as ilustrações dessas criaturas são apresentadas como se tivessem tamanho similar, quando, na verdade, algumas criaturas são bem maiores que outras.
Um segundo e mais sério desafio é a falta de evidencias de que essas criaturas sejam aparentadas de alguma maneira. Espécimes colocados na sequência muitas vezes estão separados uns dos outros por milhões de anos, segundo estimativas dos pesquisadores.
Vejam o que disse o zoólogo Henry Gee: “Os intervalos de tempo que separam os fósseis são tão grandes que não podemos afirmar nada sobre uma possível ligação entre eles” (In Search of Deep Time – Beyond the Fossil Record to a New History of Life de Henry Gee – 1999 p. 23).
E o biólogo Malcolm Gordon vai ainda mais longe. Falando sobre os fósseis de peixes e anfíbios encontrados, ele declara que “possivelmente trata-se da biodiversidade existente naquela época”.
Um artigo publicado na revista National Geographic de 2004 compara o registro fóssil do qual alguns cientistas afirmam como prova cabal da evolução das espécies a “um filme, no qual 999 de cada mil fotogramas (quadros) desaparecem". Isso seria o mesmo que acharmos apenas 100 fotogramas de um filme que originalmente possui 100 mil. E que desses 100, somente 5 pudéssemos organizá-los de acordo como imaginamos. Será que ao assisti-lo seria razoável afirmarmos que entendemos o enredo enquanto os outros 95 pudessem contar uma historia bem diferente?
Concordo plenamente com o que disse o zoólogo Henry Gee em seu livro já citado: “Afirmar que uma sequência de fósseis representa uma linhagem não é uma hipótese científica que pode ser comprovada, mas uma afirmação que tem o mesmo valor de uma história de ninar – incrível, talvez até instrutiva, mas não científica”.
Mas voltando ao homem, o que dizer do homem de Neandertal, fóssil semelhante aos seres humanos, frequentemente apresentado como prova de que uma espécie de homem-macaco existiu? Os pesquisadores estão começando a mudar seus pontos de vista sobre o que o homem de Neandertal realmente era: Em 2009, Milford Wolpoff escreveu na revista American Journal of Physical Anthropology:“o homem de Neandertal deve ter sido uma autêntica raça de seres humanos”. (American Journal of Phisical Anthropology “How Neandertals Inform Human Variation” 2099 – p.91).
O tamanho do cérebro de um suposto ancestral do homem é uma das principais maneiras dos evolucionistas determinarem se o suposto parentesco entre esse ancestral e os humanos é distante ou próximo. Mas é o tamanho do cérebro um indicador confiável de inteligência?
NÃO!
A revista Scientific American Mund disse em 2008: “Os cientistas não conseguiram encontrar uma correlação entre o tamanho relativo e absoluto do cérebro e a inteligência de humanos e de outras espécies animais. Também não foram capazes de encontrar um paralelo entre inteligência e o tamanho de regiões específicas do cérebro nem a existência delas. A exceção talvez seja a área de broca, que comanda a fala nos seres humanos” (American Journal of Physical Anthropology 2009 – p. 91).
Diante de tudo isso, surgem muitas perguntas:Por que os cientistas alinham os fósseis usados na sequência macaco-homem de acordo com o tamanho do cérebro quando se sabe que isso não é um indicador confiável de inteligência? Será que eles estão tentando fazer com que as provas se encaixem em suas teorias? E por que os pesquisadores constantemente debatem sobre quais fósseis devem ser incluídos na “árvore genealógica” humana? Não seria o caso de esses fósseis estudados serem apenas o que parecem realmente ser, ou seja, espécies extinta de macacos?
O orgulho, o dinheiro e a necessidade de atenção da mídia influenciam o modo como as "provas" da evolução humana são apresentadas.
O breve relato bíblico diz que Deus criou toda vida neste planeta e dá ampla margem para pesquisas científicas. Além disso, ela diz que Deus criou as coisas vivas “segundo as suas espécies”. Essas afirmações talvez estejam em conflitos com certas teorias científicas, mas concordam com fatos cientificamente provados. A história da ciência mostra que teorias vão e vêm, mas os fatos permanecem!
* Todos os pesquisadores citados neste texto são evolucionistas.
